quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Virgílio Guimarães está fora do primeiro escalão

EM - Luisa Brasil - Patrícia Aranha

PT mineiro tem segunda baixa no primeiro escalão do governo Dilma

Luiz Dulci e Virgílio Guimarães estão fora do primeiro escalão. Já Fernando Pimentel e Patrus Ananias ganham força.

De quatro nomes que os petistas mineiros queriam emplacar no governo Dilma Rousseff (PT), sobraram dois. A primeira baixa veio na segunda-feira, quando o secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci, agradeceu por carta aos membros da Executiva Estadual do partido a lembrança do seu nome, mas declinou da indicação. Nesta terça, durante a reunião em que os mineiros apresentaram ao presidente do PT e um dos coordenadores da transição dos governos Lula e Dilma, José Eduardo Dutra, a lista de indicados, o próprio Dutra descartou o nome do deputado federal Virgílio Guimarães, que não concorreu à reeleição, preferindo apoiar a candidatura do filho, o deputado federal eleito Gabriel Guimarães, concorrendo à suplência do candidato derrotado ao Senado Fernando Pimentel. Nas palavras de Dutra, ainda não é o momento de Virgílio, já que as vagas em discussão são as de primeiro escalão.

Já os dois nomes que foram indicados - o do ex-ministro de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, e do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel -, segundo Dutra, têm credenciais suficientes para a Esplanada dos Ministérios, o que aumenta o cacife de ambos.
Amigo pessoal de Dilma, Pimentel já integra a equipe de transição da presidente eleita. Já Patrus é cotado para a Secretaria de Direitos Humanos, que tem status de minstério e já foi ocupada pelo também mineiro Nilmário Miranda durante o primeiro mandato de Lula. No governo da ex-guerrilheira Dilma, a Secretaria tem metas de aumentar a visibilidade.

Segundo o deputado federal Miguel Corrêa Jr, que foi coordenador da campanha de Dutra à presidência do PT, o presidente da legenda lembrou que não será o nono ano do governo Lula e sim o primeiro da presidente Dilma. "É um novo governo, uma nova composição e tudo está em aberto", disse. Mesmo com a sede do PMDB e de outros partidos que compõem o governo Dilma, Corrêa Jr acredita que o espaço do PT será preservado. "Sou um otimista", brincou.

Sacrifício

O apelo dos petistas foi para que o "sacrifício do PT mineiro" seja reconhecido e recompensado pela Executiva Nacional com a destinação de dois ministérios ao Estado.
Nas eleições deste ano, o PT abriu mão de uma candidatura própria ao governo em prol da aliança com o PMDB, a pedido da Executiva Nacional. A chapa, composta por Hélio Costa (PMDB) e Patrus Ananias (PT), sofreu uma derrota expressiva para Antonio Anastasia (PSDB). Além dissso, Fernando Pimentel, que era um nome cotado para assumir a cabeça de chapa, não conseguiu se eleger para o Senado.

''O Virgílio é uma liderança histórica, mas é difícil para Minas emplacar três ministérios'', admitiu o deputado federal eleito Padre João, depois da reunião. Ele afirmou que Dutra irá se reunir com a bancada federal e estadual de Minas no dia 9 de dezembro e irá participar de um seminário do PT mineiro no dia 10. ''Houve uma sinalização de que vai haver um empenho dele [Dutra] num projeto para Minas'', acrescentou Padre João.
Instituto Lula

A previsão de emplacar dois ministérios é modesta quando comparada à força que Minas teve no governo Lula, quando quatro mineiros petistas que passaram pelo alto escalão: Luiz Dulci, Patrus Ananias, Nilmário Miranda e Dilma Rousseff. Já a secretária da finanças do PT mineiro, Gleide Andrade, lembrou que Dutra considerou a saída de Dulci uma "perda irreparável".

Futuro de Dulci

O nome do ministro da Secretaria-Geral da Presidência é cotado para integrar o Instituto Lula, entidade que deve abrigar o acervo do presidente. Intelectual, Dulci já foi presidente da Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, e secretário de Cultura de Belo Horizonte, na gestão de Patrus Ananias. Durante os dois mandatos de Lula foi o responsável pela maior parte de seus discursos

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