EM - Amanda Almeida - Juliana Cipriani
Diferentemente das primeiras conversas pós-eleição, em que a base aliada da presidente eleita Dilma Rousseff (PT) em Minas prometia “cobrar a fatura” do apoio no estado em bloco, os petistas mineiros começam a reclamar exclusivamente a própria parte no alto escalão do governo. “Temos quatro nomes fortes para integrar os ministérios de Dilma e queremos também pedir mais espaços em autarquias importantes. Somos solidários às reivindicações dos partidos aliados, mas não podemos cobrar os cargos por eles. Isso depende de um arranjo nacional, ou seja, de qual vai ser a cota de cada partido no próximo governo”, disse o presidente do PT de Minas, deputado federal Reginaldo Lopes.
A executiva do partido em Minas se reuniu no início da noite de segunda-feira para discutir seu espaço na gestão de Dilma. Eles pretendem se encontrar com a equipe de transição da petista na quarta-feira em Brasília. A intenção é apresentar os nomes do ex-ministro Patrus Ananias, do ex-prefeito Fernando Pimentel, do secretário-geral da Presidência da República Luiz Dulci, e do deputado federal Virgílio Guimarães como candidatos a ocupar cargos no alto escalão do governo. Além disso, querem reivindicar a presença de mineiros em órgãos como o Departamento de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e em empresas como os Correios, Furnas e o Banco do Brasil.
“Temos certo espaço em algumas dessas autarquias, mas queremos participar mais para poder ajudar na elaboração de políticas públicas que tragam benefícios ao estado”, afirmou Lopes. Na reunião com a equipe de Dilma, as lideranças do PT de Minas vão pedir também atenção especial a antigos gargalos do estado. “Não queremos só cargos. Queremos aproveitar que temos uma presidente mineira no comando do país para pedir melhorias para Minas. Obras como a revitalização do Anel Rodoviário, a expansão do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, o metrô de BH e a duplicação da BR-381 têm de sair do papel”, comentou Lopes.
Quanto ao espaço de mineiros de partidos da base aliada de Dilma Rousseff em Minas, o presidente do PT estadual disse que não pode pedir cargos para eles. “Isso vai depender de uma cota nacional. Por exemplo, o PMDB será contemplado com uma cota X. Dentro desse arranjo, os mineiros do partido vão pleitear o espaço deles. Na reunião de quarta, vamos discutir apenas o espaço do PT de Minas”, afirmou. Outra reunião da executiva do PT para continuar as discussões sobre o próximo governo está marcada para segunda-feira que vem. O diretório nacional do partido se reúne na sexta-feira em São Paulo, também para conversar sobre o arranjo ministerial.
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