EM - Tiago Pariz
Ex-prefeito foi um dos principais articuladores da campanha petista que levou Dilma à presidência
O ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) será ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O convite foi feito pela presidente eleita Dilma Rousseff na quinta-feira. Com isso, concluem-se as indicações das pastas da área econômica. Já foram anunciados os ministros da Fazenda, Guido Mantega, do Planejamento, Miriam Belchior, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que precisa ser confirmado pelo Senado.
A principal tarefa será ajudar a formular a política industrial do governo Dilma num cenário de dificuldades no setor exportador por conta da valorização do real frente ao dólar e ao euro. Pimentel assume uma pasta provavelmente sem a responsabilidade de pensar em projetos de estímulo às micro e pequenas empresas. A presidente eleita deverá criar um ministério específico para cuidar dessa área.
Político afinado com o deputado Antonio Palocci (PT-SP), o futuro chefe da Casa Civil no governo Dilma, Pimentel não terá a prerrogativa de indicar o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), órgão que está no guarda-chuva da pasta. Luciano Coutinho, atual chefe da instituição de fomento, foi convidado pela presidente a permanecer no cargo.
O Ministério do Desenvolvimento formula políticas industriais e usa o BNDES como seu braço executor. Foi da pasta que surgiu a ideia de reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em carros novos para manter a demanda aquecida no setor durante a crise financeira internacional.
Pimentel terá de encontrar o perfil que deseja imprimir para a pasta. O atual ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, tem atuação mais voltada para o mercado interno e políticas de inovação. Enquanto o antecessor Luiz Fernando Furlan era apelidado de caixeiro-viajante pelo presidente Lula pelo esforço que fez para abrir mercados internacionais aos produtos brasileiros. Uma das funções do Ministério é atuar em conjunto com o Itamaraty.
Amigo pessoal da presidente eleita, Pimentel saiu derrotado da eleição por uma cadeira ao Senado. Ele conheceu Dilma durante o movimento estudantil e na militância contra a ditadura militar. Ficou preso por três anos e meio. Na campanha presidencial, atuou como colaborador informal.
Opinião do EM
A provável indicação do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) para o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio é um bom começo. Pimentel tem muito a agregar à equipe da presidente Dilma Rousseff (PT). Fez reconhecida gestão na prefeitura, como mostram os índices de aprovação nas pesquisas de opinião pública. O ex-prefeito, de fato, é excelente quadro. É apenas um bom começo, contudo, porque é pouco para Minas Gerais. Como mineira, Dilma tem o dever de reconhecer a expressiva votação que teve em seu estado natal, apesar de enfrentar fortes adversários. Além de dar mais mineiridade em sua equipe, a presidente precisa resgatar a dívida deixada pelos governos Fernando Henrique Cardoso e Lula, que pouco investiram no estado, embora sejam muitas as demandas. Uma belo-horizontina no comando do país é a nova esperança dos mineiros.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Companheiros, colegas, conterraneos e amigos.
Fiquem à vontade para comentar e/ou criticar.