sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Militância do PT quer Dilma em BH no sábado

EM - Luisa Brasil

Eleitores de Dilma Rousseff (PT) em Belo Horizonte querem a presença da candidata na capital neste sábado, último fim de semana antes do segundo turno. Desde o início da semana, os apoiadores da petista estão organizando um 'abraço' no entorno da Avenida do Contorno, em um último grande esforço para que a candidata ganhe na capital mineira, onde ficou em segundo lugar no primeiro turno, atrás de Marina Silva (PV).

Na internet, circula a informação de que será um 'abraço com Dilma', mas não há agenda confirmada da candidata para o sábado. Dilma tem agenda prevista em Belo Horizonte na sexta-feira, quando participa de carreata e se encontra com prefeitos mineiros, em um evento nos mesmos moldes do que foi feito por José Serra (PSDB) em sua última visita à capital. À noite ela segue para Uberlândia, onde participa de comício com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A assessoria não confirma que a candidata irá voltar para Belo Horizonte e diz que a agenda do fim de semana só será fechada na manhã desta sexta-feira.

Segundo a médica Sônia Lansky, uma das organizadoras do evento, a ideia do 'abraço' surgiu de um grupo de amigos sem filiação partidária. ''Nossa intenção é trazê-la, mas não temos contato com ela. A gente está tentando fazer com que o movimento pegue para ela estar lá, até porque ela é ex-aluna'', diz. A ideia cresceu, foi divulgada para os ex-alunos do Colégio Estadual Central, escola onde Dilma estudou durante a adolescência, e acabou sendo adotada pela coordenação da campanha em Minas, que passou a divulgar o evento no site oficial do PT estadual. O ato de apoio com foco no Colégio Estadual se encaixou na estratégia da campanha, de reforçar os laços de Dilma com Belo Horizonte, sua cidade natal, e de promover a ideia de ter uma mineira na Presidência da República. Em abril deste ano, quando ainda era pré-candidata, Dilma visitou a escola e se reuniu com alunos.

O PT, que sempre teve sua história ligada à mobilização de rua, teve uma militância apagada em Minas no primeiro turno da eleição e na eleição estadual, disputada por Hélio Costa (PMDB) e Patrus Ananias (PT) contra Antonio Anastasia (PSDB). Na avaliação dos simpatizantes e filiados do partido, uma das razões que apagaram a mobilização das ruas foi o clima de 'já ganhou' no primeiro turno. ''Houve uma avaliação de que não iria precisar, que estava tudo indo muito bem'', afirma a médica, numa tese que foi admitida publicamente pela própria cúpula do PT. ''Uma segunda coias é a crise local, desde os dois últimos anos há uma crise do movimento mais de esquerda que queria a candidatura prórpria do PT à prefeitura'', diz a médica, se referindo à aliança entre Fernando Pimentel (PT) e Aécio Neves (PSDB) em 2008, para eleger Márcio Lacerda, candidato do PSB à presidência. Na época, um grupo do partido defendeu a candidatura interna, o que gerou um racha no partido que repercute até os dias de hoje. No final da campanha estadual, Patrus Ananias reabriu a discussão, quando responsabilizou Fernando Pimentel por fragilizar o PT com a aliança. Pimentel, no entanto, não quis comentar a declaração.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Companheiros, colegas, conterraneos e amigos.
Fiquem à vontade para comentar e/ou criticar.