quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Correios: integrantes do conselho de administração são exonerados

Monitor MERCANTIL

Foram exonerados, a pedido, quatro integrantes do Conselho de Administração da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), que foram indicados pelo ex-ministro Hélio Costa. São eles: Carlos Lindenberg Spínola Castro, Sônia Cristina da Silva, Luiz Carlos de Assis Bernardes e Fausto Bicalho Veloso. O ministro das Comunicações, José Artur Filardi, disse que a exoneração dos quatro conselheiros é resultado de um acordo que ele fez com o futuro ministro da Pasta, Paulo Bernardo, no primeiro encontro entre eles. O ministro justificou que, por serem indicações da gestão anterior, a melhor opção seria deixar esses cargos livres para indicação da nova gestão.

Segundo Filardi, dois dos conselheiros já haviam pedido exoneração em agosto (Lindenberg e Luiz Carlos Bernardes), mas ele optou por fazer o desligamento dos quatro no final do seu mandato. O ministro acrescentou que, em ocasião de troca de gestão de ministério, esse é um procedimento padrão. Tanto que ele, que é conselheiro da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), disse já ter deixado pronta uma carta solicitando a sua substituição do cargo, que é de indicação do presidente da República.

Segundo uma fonte, a mudança no conselho de administração dos Correios é só um sinal do que o futuro ministro fará na estatal. "Ele vai fazer um strike. Vai tirar a diretoria toda", disse a fonte. Segundo ela, o atual presidente dos Correios, David José de Matos, está trabalhando para permanecer no cargo, mas tudo indica que ele sairá do comando da empresa. Segundo essa fonte, apesar de todas as denúncias de conflito de interesse envolvendo a estatal, Matos fez de tudo para permanecer no cargo pelo menos até o dia 31 porque, caso não fosse reconduzido, ele seria chamado pelo vice-governador eleito do Distrito Federal, Tadeu Filipelli, para assumir algum cargo na gestão do governo local. "Se ele saísse antes, falariam que ele foi exonerado por causa da crise nos Correios", completou a fonte.

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