terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Correios: estatal terá de reconhecer dívida de R$ 1,5 bi com fundo de pensão

O GLOBO

BRASÍLIA - Depois de dois anos de polêmica, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) terá de reconhecer formalmente uma dívida de R$ 1,49 bilhão com o Postalis, fundo de pensão de seus funcionários. A decisão foi tomada na semana passada pelo Ministério do Planejamento, que enviou nesta segunda-feira ao Ministério das Comunicações uma nota técnica elaborada pela Departamento de Coordenação das Estatais (Dest).

Os técnicos estavam desde abril debruçados sobre o tema. A atual diretoria dos Correios, que já esperava a decisão, só vai se manifestar depois de ser comunicada oficialmente.

A direção anterior, demitida em julho, em meio à crise política e de confiabilidade nos serviços prestados, questionava a origem e o valor do rombo. Em abril, pediu que o Dest desse a palavra final sobre a polêmica.

O rombo foi identificado em 2008, quando a diretoria do fundo teve de rever seus planos de previdência, congelando os de benefício definido - no qual o beneficiário sabe de antemão quanto receberá por mês na aposentadoria. Ao realizar a projeção dos valores a serem pagos no futuro, os técnicos identificaram a necessidade de pagamento de R$ 1,43 bilhão, em vez dos R$ 559,7 milhões apurados anteriormente pela direção da estatal.

O dinheiro será usado para pagar a Reserva de Tempo de Serviço Anterior (RTSA), criada para bancar as diferenças de aposentadorias dos funcionários que ingressaram no Postalis a partir de 1981. Afinal, os funcionários pagavam valores iguais, mesmo com idades e tempo de serviço diferentes, e muitos se aposentaram com menor tempo de contribuição.

Com patrimônio de R$ 5,9 bilhões, 104 mil participantes e 21 mil aposentados, o Postalis é o 7º maior fundo de pensão das estatais federais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Companheiros, colegas, conterraneos e amigos.
Fiquem à vontade para comentar e/ou criticar.