Cruzeiro On Line - Leonardo Goy
Uma sucessão de incertezas e problemas acabou levando a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) a adiar de setembro para novembro a realização de concurso público para contratar 6,5 mil funcionários. Em entrevista concedida hoje, o novo presidente da instituição, David José de Matos, disse que quer mais tempo para definir um plano de segurança para o concurso, que teve mais de 1 milhão de inscritos, e ainda equacionar o problema de candidatos que se inscreveram para mais de um cargo.
"Teve inscrição pela internet e por papel. Verificamos que algumas pessoas se inscreveram em dois locais, para cargos diferentes", disse Matos. Segundo ele, será feita uma análise dessas inscrições duplicadas e os candidatos deverão especificar à qual carreira pretendem concorrer. Outra preocupação é com a segurança, levando em conta os repetidos casos de fraudes em concursos. Matos disse que o contrato com a instituição que cuidará da seleção, a Cesgranrio, foi assinado há apenas duas semanas e ainda não houve tempo hábil para discutir com eles a segurança e a logística da prova.
O adiamento, de 19 de setembro para, provavelmente, 21 de novembro, não trará grandes prejuízos à empresa, segundo Matos, uma vez que, por causa da legislação eleitoral, os novos contratados só poderiam começar a trabalhar em 2011. Em entrevista, o advogado da Associação Brasileira de Franquias Postais (Abrapost), Marco Aurélio de Carvalho, questionou os números divulgados ontem pelo presidente dos Correios, quanto à quantidade de licitações de franquias já equacionadas. Matos havia dito que já tem pelo menos 400 franquias asseguradas. Para Carvalho, esse número não passa de 170. Os Correios estão fazendo licitação para suas mais de 1.400 franquias. O Cerca de 800 delas, porém, estão questionando o processo na Justiça.
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